QuickUse Generator

Gerador de QR Code

QR Codes escaneáveis pra URL, Pix, Wi-Fi, vCard, texto e mais — 9 tipos de payload, personalização de cores, exportação PNG/SVG. Roda inteiramente no seu navegador.

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Guia editorial

Sobre este gerador

Leitura técnica honesta sobre o que está acontecendo por trás do botão Gerar.

O QR Code virou infraestrutura no Brasil num ritmo que pouca tecnologia consegue. Cardápio de restaurante, Pix copia-e-cola, login do banco, etiqueta de NF-e, conta de luz, currículo no LinkedIn. O gerador acima produz os nove formatos padrão direto no seu navegador, com o mesmo wire format que qualquer câmera de celular já lê — sem servidor, sem upload do conteúdo, sem rastreamento.

Os nove tipos de payload

Texto é string crua — útil pra IDs de ticket, etiqueta de patrimônio, ou qualquer coisa que só precisa fazer round-trip por um scan. URL é o cavalo de batalha de marketing, com builder opcional de UTM pra atribuir conversão do mesmo cartaz impresso. Wi-Fi usa o formato ZXing WIFI:T:WPA;S:…;P:…;; que iOS 11+ e Android 10+ leem nativamente da câmera — escaneou, conectou. Email (mailto, RFC 2368), SMS (SMSTO) e telefone (tel, RFC 3966) cobrem o tripé de contato. vCard 3.0 (RFC 2426) é o cartão de visita eletrônico — nome, organização, telefone, email — que crachá de evento usa desde os anos 90. Geo (RFC 5870) marca ponto no mapa. E o Pix é o killer BR, coberto na seção dedicada abaixo.

Pix QR estático — o killer BR

O Pix QR é a aplicação brasileira do padrão EMV QR Code (EMV-QRCPS Merchant Presented Mode), publicado pelo Banco Central no Manual do BR Code e detalhado no Manual de Padrões para Iniciação do Pix (atual versão 2.9.0). O payload é uma sequência TLV — Tag, Length, Value — onde cada bloco tem dois dígitos pra tag, dois pra tamanho, e o valor em si. Os campos obrigatórios incluem o Payload Format Indicator (00), o Merchant Account Information com a chave Pix (26), a Categoria do Estabelecimento (52, código 0000), a moeda BRL (53, código 986), o país BR (58), nome e cidade do recebedor (59 e 60), e o identificador da transação (62).

O fechamento é o campo 63, um CRC-16/CCITT-FALSE calculado sobre tudo que veio antes — incluindo o próprio prefixo 6304 do campo do CRC. Polinômio 0x1021, valor inicial 0xFFFF, sem reflexão de bit, XOR final zero. Essa combinação específica de parâmetros é o que a especificação chama de "CCITT-FALSE" (distinta do CCITT-TRUE tradicional que usa init 0x0000) — cada byte da string ASCII do payload é XORado no MSB do registro, e o registro é shifted 8 vezes, XORando com o polinômio quando o bit alto é 1. Implementações que usam init 0x0000, ou que refletem bits, ou que aplicam XOR final, geram checksum diferente e o app do banco rejeita. Se você está implementando geração de Pix QR do zero num backend próprio, esse é o ponto que 90% das primeiras tentativas erram.

Se um único caractere do payload mudar, o CRC não bate e o app do banco rejeita o QR. É por isso que validar o scan-back antes de baixar importa de verdade no Pix: typo no nome do recebedor, espaço extra na cidade, acento que o app não aceita — qualquer desses faz o pagador pegar a tela vermelha em vez de confirmar a transferência. O gerador acima já remove acentos automaticamente e força ASCII no nome e cidade, porque a maioria dos apps de banco BR (Itaú, Nubank, Bradesco, BB, Caixa) exige.

Pix QR estático é o que este gerador produz: payload completo direto no QR, sem servidor intermediário. Pix QR dinâmico seria um URL que aponta pra um endpoint do PSP — útil pra valor variável e identificação de transação por pagamento, mas exige PSP autorizado pelo Bacen e foge do escopo client-side. Se seu caso de uso é cardápio de restaurante, salão de beleza, ambulante, feira ou qualquer cobrança de valor fixo previsível, estático resolve. Se é e-commerce com carrinho variável ou split de pagamento entre marketplaces, dinâmico é o caminho e não passa por gerador client-side.

Como o QR funciona por dentro

A grade é dados mais redundância. Reed-Solomon — a mesma família de códigos que faz DVD riscado tocar — deixa QR parcialmente coberto ainda decodificar. O padrão tem quatro níveis: L 7%, M 15%, Q 25%, H 30%. Mais correção, menos capacidade: Versão 10 no nível M cabe 395 alfanuméricos; no H, cai pra 213. O padrão aqui é M.

Os três quadrados grandes nos cantos são finder patterns — dizem ao scanner onde o código está e qual é o topo. Os menores são alignment patterns, que corrigem distorção de perspectiva. Formato publicado pela Denso Wave em 1994, padronizado como ISO/IEC 18004 em 2000.

Cor sem quebrar a leitura

Câmera lê contraste, não cor. A WCAG 2.1 compara luminância relativa — preto sobre branco dá 21:1. Pra scan funcionar, o piso é cerca de 3:1; abaixo, autofocus e auto-exposure brigam e o decoder desiste. Este gerador calcula a razão WCAG em tempo real, alerta a partir de 3:1 e bloqueia download em 2:1. Customização de estilo de ponto e logo embutido ficaram fora do escopo — têm uso legítimo, mas adicionam fragilidade difícil de testar sem servidor.

Por que importa gerar local

Quando você cola uma URL num gerador hospedado, entregou essa URL pro servidor dele. Vale o mesmo pra vCard (vazou contato direto de executivo), Wi-Fi (vazou senha) e Pix (vazou pra quem está indo o dinheiro). A LGPD trata payload com chave Pix CPF como dado pessoal — operador que loga isso sem necessidade está em zona cinzenta. Este gerador roda inteiro no navegador: zero fetch no caminho de geração, zero analytics captura payload, e a lib de QR carrega via import dinâmico.

Imprimindo o poster

O botão "Imprimir poster" abre A4 com o QR centralizado, tamanho ideal pra leitura a 30–80 cm. Casos BR concretos onde isso vira produção real: cardápio de restaurante (menu-URL no modo Estático), cartaz de Pix do salão de beleza ou barbearia (Pix estático com chave CPF e nome), crachá de evento (vCard 3.0 pra troca de contato sem digitação), painel de Wi-Fi do coworking ou Airbnb (WPA/WPA2 com senha embutida), sinalização de estacionamento (URL curto pra fluxo de pagamento). Módulo mínimo confiável pra celular fica em torno de 0,5 mm; o poster aqui passa esse mínimo com margem em todas as versões que a lib escolhe.

UTM e atribuição em cartaz físico

QR Code é a ponte entre offline e online — o único jeito de atribuir com honestidade o clique de um cartaz de rua ao tráfego do seu site. O formulário de URL tem builder opcional de UTM (source, medium, campaign, term, content) que anexa como query-string antes da geração. Cartaz A do metrô com ?utm_source=metro&utm_medium=cartaz&utm_campaign=jul2026, cartaz B do ponto de ônibus com utm_source=onibus, mesmo destino, GA/Plausible/Umami já separam a origem no relatório. Sem UTM, todo o tráfego offline vira "Direct" no analytics e você perde a atribuição.

Uma armadilha comum: colocar UTM em cartaz sem versionar por lote impresso. Se você reimprimir cartazes em lotes trimestrais, adiciona utm_content=lote-q3 ou similar — assim distingue tráfego do lote velho ainda colado na rua do lote novo. É nuance de campanha, não de tecnologia, mas quem imprime QR pra rua descobre isso na hora de calcular ROI.

Perguntas frequentes

Qual o tamanho mínimo de impressão pra leitura funcionar?

Pra celular a 20–30 cm, módulos abaixo de 0,5 mm ficam instáveis. Impressão pequena (cartão de visita, etiqueta) deve usar correção Q ou H pra um borrão de tinta ou pequena marca não matar o código.

Por que o Pix QR às vezes dá erro no app do banco?

Causa mais comum: acento ou caractere especial no nome ou cidade do recebedor que o app não aceita. Segunda causa: payload editado depois de gerado (mesmo um espaço a mais quebra o CRC). Este gerador remove acentos e recalcula o CRC automaticamente.

Posso confiar em QR Code impresso na rua?

Não cegamente. Em 2022/2023 houve onda de QR Codes falsos colados sobre QRs legítimos em parquímetros nos EUA e em cartazes de Pix no Brasil. Antes de pagar, confira o nome do recebedor que aparece na tela do app — se não bate com o estabelecimento, cancela.

QR Code expira?

QR estático não — o payload está embutido. Pix QR dinâmico (não coberto aqui) pode ter expiração configurada pelo PSP. Marketing tracking via UTM também não expira; só vira irrelevante quando o link de destino sai do ar.

Diferença entre QR estático e dinâmico?

QR estático carrega o payload direto — o que você vê é o que escaneia. QR dinâmico carrega uma URL curta que redireciona via servidor, o que permite trocar o destino depois de impresso. Dinâmico é conveniente e rastreável; também é furo de privacidade e fica fora do escopo deste gerador.

O Pix QR gerado aqui é validado por quais bancos BR?

O payload segue o Manual BR-Code do Bacen (EMV QR Code aplicado ao Pix). Testes manuais em release incluem Itaú, Nubank, Bradesco e Caixa cobrindo chaves CPF, CNPJ, email, telefone e EVP, com e sem valor, com e sem descrição. Cada release do gerador documenta o sign-off de QA manual antes de subir.

Posso embutir logo da minha marca no QR?

Pode, com cuidado. Use correção H (30%) e mantenha o logo cobrindo no máximo ~30% da área central. O gerador roda scan-back em qualquer QR customizado e bloqueia download se a leitura quebrou — é a salvaguarda contra customização que parece bonita mas mata a função.