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Gerador de CNPJ (apenas teste)

CNPJs no formato válido da Receita Federal para QA, fixtures de teste e dados seed. Compliant com módulo 11. 100% no navegador — nada enviado a servidor.

cnpjApenas para fins de teste

Os CNPJs gerados aqui seguem o formato válido da Receita Federal mas NÃO são CNPJs reais cadastrados. Use para QA, fixtures de teste e dados seed — nunca para transações ou identificação real.

Usar CNPJs falsos para fins fraudulentos é crime federal no Brasil (Art. 299 do Código Penal — falsidade ideológica + Art. 11 da Lei 8.137/1990 — crimes contra a ordem tributária).

Modo
Opções de geração
Entre 1 e 50.
CNPJs gerados
Ajuste quantidade ou tipo de estabelecimento para gerar.

14 dígitos · Formatado XX.XXX.XXX/XXXX-XX

Guia editorial

Sobre este gerador

Leitura técnica honesta sobre o que está acontecendo por trás do botão Gerar.

O CNPJ — Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica — é o identificador fiscal das pessoas jurídicas brasileiras. Catorze dígitos, dois deles verificadores, quatro deles indicando qual estabelecimento da pessoa jurídica está sendo referenciado (matriz ou uma filial específica). Toda pessoa jurídica registrada no Brasil desde julho de 1998 tem um. Este gerador produz CNPJs com formato válido apenas para testes e dados seed — eles passam pelo módulo 11 mas não existem na base da Receita Federal.

O que é o CNPJ, oficialmente

O CNPJ entrou em vigor em 1º de julho de 1998, instituído pela Instrução Normativa SRF nº 27/1998, substituindo o antigo Cadastro Geral de Contribuintes (CGC) que vinha dos anos 1960. A administração é da Receita Federal. O contexto institucional foi a entrada em vigor da Lei nº 9.317/1996 — o SIMPLES nacional — que criou regime tributário diferenciado para microempresas e empresas de pequeno porte e exigia cadastro nacional unificado e consultável. O CNPJ é a coluna vertebral desse sistema.

Cada inscrição é um número de catorze dígitos, escrito convencionalmente como XX.XXX.XXX/XXXX-XX — pontos depois de grupos de três, uma barra antes do identificador de quatro dígitos do estabelecimento, e um traço antes dos dois dígitos verificadores. A mesma pessoa jurídica pode registrar múltiplos estabelecimentos, cada um com seu CNPJ que compartilha os oito primeiros dígitos (a raiz) e difere na porção do estabelecimento.

Anatomia: oito mais quatro mais dois

Os oito primeiros dígitos são a raiz — o identificador da pessoa jurídica. Dois estabelecimentos diferentes da mesma empresa compartilham esse prefixo. Os quatro dígitos seguintes identificam o estabelecimento específico: 0001 é sempre a matriz (sede), 0002 a 9999 são filiais, 0000 é reservado e nunca emitido. Os dois últimos dígitos são checksums calculados a partir dos doze anteriores, usando o esquema ponderado módulo 11 análogo (mas distinto) ao usado no CPF.

Os verificadores pegam erro de digitação — basta trocar dois dígitos de posição na base e os checksums quase certamente deixam de bater. Mas não pegam fraude deliberada, porque qualquer pessoa que conheça o algoritmo consegue forjar um CNPJ com formato válido. É exatamente o que este gerador faz, e exatamente por isso todo CNPJ gerado aqui vem acompanhado do aviso test-only.

O algoritmo módulo 11 (pesos do CNPJ)

Para o primeiro verificador d₁₃: multiplique cada um dos doze dígitos da base pelos pesos [5, 4, 3, 2, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2] na ordem, some os produtos, tire o resto da divisão por 11. Se o resto for 0 ou 1, o dígito é 0. Caso contrário, é 11 − resto. Para o segundo verificador d₁₄, repita com os treze dígitos já conhecidos (base + d₁₃) e os pesos [6, 5, 4, 3, 2, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2].

Erro comum de implementação: reaproveitar os pesos do CPF no CNPJ. São algoritmos distintos operando sobre comprimentos diferentes. CPF usa a sequência descendente [10..2] sobre nove dígitos; CNPJ usa a sequência cíclica [5,4,3,2,9..2] sobre doze. A escolha do 11 como módulo é compartilhada pelo mesmo motivo: 11 é primo, então o espaço de restos não colapsa sob multiplicação — o que dá ao esquema propriedades de detecção de erro mais fortes do que um módulo 10 daria.

Um CNPJ cujos catorze dígitos sejam todos iguais — 00000000000000, 11111111111111, …, 99999999999999 — satisfaz a matemática do módulo 11 por coincidência, mas a Receita Federal os exclui explicitamente por política. Este gerador filtra esses casos como regra dura.

Matriz e filial: o identificador do estabelecimento

A porção de quatro dígitos do estabelecimento (dígitos 9 a 12) é o que distingue um estabelecimento de outro dentro da mesma pessoa jurídica. A convenção é rígida: 0001 é sempre a matriz, a sede de registro original onde a entidade foi inscrita. Filiais são numeradas sequencialmente a partir de 0002, na ordem de abertura. O slot 0000 é reservado e nunca emitido, então a faixa prática é de 0001 a 9999 — uma única pessoa jurídica pode registrar até 9999 estabelecimentos sob uma só raiz.

Por que isso importa para testes: uma aplicação brasileira real é frequentemente establishment-aware, não apenas empresa-aware. Obrigações tributárias se vinculam por estabelecimento, não por pessoa jurídica. Estoque, folha de pagamento e notas fiscais eletrônicas (NF-e, NFS-e) todas indexam pelo CNPJ completo de catorze dígitos, não apenas pela raiz de oito. Gerar CNPJs mistos de matriz e filial permite exercitar essa distinção diretamente. Esta ferramenta expõe um seletor de tipo de estabelecimento — força tudo matriz, força tudo filial, ou deixa o modo aleatório misturar os dois — para que o fixture de teste reflita a forma de produção.

CNPJ versus CPF: pessoa jurídica versus pessoa física

O Brasil separa identificadores de pessoa jurídica (CNPJ, catorze dígitos) de identificadores de pessoa física (CPF, onze). Ambos usam verificação módulo 11 com pesos e comprimentos diferentes, ambos são administrados pela Receita Federal, mas atendem a regimes regulatórios distintos. CPF é dado pessoal sob a LGPD. CNPJ não é dado pessoal porque o Art. 5º, inciso V, da LGPD (Lei nº 13.709/2018) define o titular dos dados como pessoa natural — pessoas jurídicas ficam fora do escopo protetivo da lei. Os dados públicos de CNPJ são abertos por princípio, com consequências práticas para testes e integração.

Ética test-only: gerar não é a mesma coisa que falsificar

Gerar CNPJs com formato válido para fixtures de QA, testes de integração e dados seed é prática padrão no desenvolvimento de software no Brasil. Usar um CNPJ gerado para operar uma empresa fictícia, declarar à Receita ou passar por KYC comercial sob pretensão falsa é falsidade ideológica (Art. 299 do Código Penal) combinada com o Art. 11 da Lei nº 8.137/1990, que estende a responsabilidade criminal a quem contribui para crimes contra a ordem tributária por meio de pessoa jurídica. Fraude com pessoa jurídica carrega peso jurídico materialmente maior do que fraude com pessoa física — aciona tanto a tipificação do Código Penal quanto as disposições da legislação tributária. O caso de uso legal é fechado: testar seu próprio software, popular seu próprio banco de desenvolvimento, treinar sua própria lógica de validação.

CNPJ é dado público — e por que isso ajuda nos testes

A Receita Federal publica todo o cadastro de CNPJ como dados abertos: snapshots mensais de todo CNPJ ativo, disponíveis para download no portal oficial em dados.gov.br e espelhados pela comunidade em casadosdados.com.br. É uma postura fundamentalmente diferente da do CPF, onde qualquer consulta passa por provedores KYC regulados e exige consentimento do titular. Para desenvolvedores, a consequência é que testes de integração com CNPJ podem usar dados públicos reais — ou, quando se quer fixtures garantidamente falsos que não vão colidir com o cadastro, este gerador.

Observação: a partir de julho de 2026, a Receita Federal está implementando o novo CNPJ alfanumérico via Instrução Normativa RFB nº 2.229/2024. Os CNPJs puramente numéricos existentes continuam válidos; o novo formato alfanumérico se aplica apenas a registros emitidos a partir dessa data. O algoritmo módulo 11 se estende aos caracteres alfabéticos via offset ASCII (A=17, B=18, etc.), mas este gerador emite o formato numérico clássico usado pelos mais de 50 milhões de CNPJs ativos.

Casos de uso onde este gerador entrega valor

Três padrões aparecem repetidamente. Primeiro, popular um banco de desenvolvimento com vinte empresas plausíveis e os CNPJs de suas filiais em um clique — seletor de quantidade, tipo de estabelecimento, copiar todos, próximo. Segundo, validar um formulário que aceita CNPJ formatado e cru — cole, veja o veredito ao vivo, embarque. Terceiro, exercitar um backend branch-aware fixando matriz-só ou filial-só e confirmando que o code path certo é chamado.

Perguntas frequentes

Os CNPJs gerados aqui são reais?

Não. Todo CNPJ produzido por esta ferramenta passa pelo algoritmo módulo 11 usado pela Receita Federal, que é exatamente o que os torna úteis para fixtures de QA e testes de integração — não vão ser rejeitados por um validador de formato bem implementado. Mas eles não estão cadastrados na base da Receita Federal e não pertencem a nenhuma empresa real. Usar um CNPJ gerado para operar empresa fictícia ou passar por KYC comercial sob pretensão falsa é falsidade ideológica (Art. 299 do Código Penal) combinada com o Art. 11 da Lei 8.137/1990 — fraude com pessoa jurídica carrega peso jurídico materialmente maior do que fraude com pessoa física.

Posso usar estes CNPJs para abrir conta empresarial em banco brasileiro?

Não. Bancos, instituições de pagamento e portais de compras públicas não checam apenas formato — eles cruzam direto com a base da Receita Federal. Um CNPJ de formato válido mas que não está no cadastro falha no segundo check. Além da rejeição técnica, tentar burlar o KYC empresarial com CNPJ falso configura crime federal no Brasil, tanto pelo Código Penal quanto pela legislação tributária específica. O caso de uso legal é fechado: testar seu próprio software, popular seu próprio banco de desenvolvimento, treinar sua própria lógica de validação.

Como a Receita Federal verifica um CNPJ de verdade?

Em duas camadas. Primeiro, o checksum módulo 11 — o que este gerador emite corretamente. Segundo, consulta direta à base pública de CNPJ. Diferente do CPF, os dados do CNPJ são totalmente abertos: a Receita Federal publica snapshots mensais de todo CNPJ ativo em dados.gov.br, e há endpoints públicos de consulta em solucoes.receita.fazenda.gov.br/servicos/cnpjreva. Sistemas em produção tipicamente integram ou os dumps brutos de dados abertos (rápidos, batch-friendly) ou wrappers comerciais de API que os espelham com SLA.

O que a porção do estabelecimento (dígitos 9-12) realmente codifica?

Identifica qual estabelecimento da pessoa jurídica está sendo referenciado. 0001 é sempre a matriz (sede) — o registro original da pessoa jurídica. 0002 em diante são filiais, numeradas sequencialmente na ordem de abertura. 0000 é reservado e nunca emitido. Uma única empresa pode registrar até 9999 estabelecimentos sob a mesma raiz de oito dígitos, cada um com seu CNPJ completo. Obrigações tributárias se vinculam por estabelecimento, não por pessoa jurídica — por isso código em produção que toca NF-e ou ICMS precisa ser branch-aware.

Por que CNPJs como 11111111111111 são considerados inválidos?

Matematicamente as sequências com todos os dígitos iguais satisfazem o checksum módulo 11 (a soma ponderada se cancela simetricamente), mas a Receita Federal exclui explicitamente, por política, todos os CNPJs com dígitos repetidos. A razão é operacional: esses números são os "fáceis de lembrar" historicamente usados por fraudadores, e excluí-los elimina um vetor de ataque comum. Qualquer validador de CNPJ profissional (e este gerador) filtra esses casos como regra dura.

Por que o CNPJ usa pesos do módulo 11 diferentes dos do CPF?

CPF e CNPJ têm comprimentos diferentes — onze versus catorze dígitos — e as sequências de pesos são calibradas para dar propriedades de checksum significativas em cada comprimento. CPF usa a sequência descendente [10..2] sobre nove dígitos base; CNPJ usa a sequência cíclica [5,4,3,2,9..2] sobre doze dígitos base. Erro comum em bibliotecas de terceiros é reaproveitar os pesos do CPF no CNPJ, o que falha o algoritmo oficial. Este gerador e validador usam os pesos específicos do CNPJ verificados contra documentação da Receita Federal.

O novo CNPJ alfanumérico (julho de 2026) afeta este gerador?

Não diretamente. A Receita Federal está implementando o CNPJ alfanumérico via Instrução Normativa RFB nº 2.229/2024 — registros emitidos a partir de julho de 2026 podem incluir caracteres alfabéticos, com extensão do módulo 11 que mapeia letras para offsets ASCII (A=17, B=18, etc.). Os CNPJs puramente numéricos existentes continuam válidos indefinidamente. Este gerador emite o formato numérico clássico usado pelos mais de 50 milhões de CNPJs ativos, que é o que praticamente todos os sistemas em produção indexam hoje.

Por que o gerador usa crypto.getRandomValues e não Math.random?

Duas razões. Primeiro, é o padrão do projeto — todo primitivo aleatório neste produto usa Web Crypto com rejection sampling para evitar bias de módulo. Segundo, mesmo para dados de teste, usar CSPRNG é uma melhoria sem custo que impede alguém de fazer engenharia reversa da seed e prever saídas futuras a partir de uma amostra. Se você está populando uma demo pública com CNPJs gerados, não quer que um curioso consiga enumerar todo o espaço de saída.